O professor gosta de abordar a Arte como uma grande oportunidade de reflexão. Em suas aulas, busca estimular nos
alunos o raciocínio crítico e o bom senso nas escolhas, ensinando que música boa é aquela que se encaixa melhor
na ocasião.
Ele enxerga a relação entre Arte e Educação como fundamental para o desenvolvimento de uma sociedade mais leve
e tolerante. Embora não saiba exatamente quando a sociedade ocidental passou a separar uma coisa da outra,
acredita que a aprendizagem de alguma linguagem artística desde a primeira infância traz benefícios profundos,
como comprovam alguns países que valorizam igualmente ambos os campos.
Entre os desafios de ensinar Arte e Música nos dias de hoje, destacam-se dois pontos principais: o excesso de
tempo diante de telas que os jovens têm atualmente e a falta de disciplina para estudar regularmente, algo
essencial para o aprendizado em qualquer arte.
O que mais o encanta em suas aulas é encontrar alunos participativos, que não se intimidam diante de
discussões polêmicas e se engajam ativamente nas atividades propostas.
Para quem deseja seguir na área musical, ele aconselha ter em mente que a trajetória não será fácil,
mas que é gratificante. É fundamental dedicar tempo ao aprimoramento técnico sem perder a vivência e a
experiência da música.
A lição mais importante que ele aprendeu com a Arte é que o ser humano só a valoriza plenamente quando
suas necessidades básicas estão atendidas; quando a barriga está vazia, não se sente o vazio da alma.